Bit Energy

Conectando os ativos

Comparativo 9 min de leitura

Seed, Bee ou Tree: qual dispositivo para cada tipo de ativo

O comprador entendeu que existem três dispositivos, mas não sabe qual usar em qual equipamento nem quantos vai precisar para fechar o orçamento do projeto.

Você já entendeu que a Bit Energy tem três dispositivos com Wi-Fi nativo. A dúvida agora é outra: qual entra em qual equipamento, e quantos vão para o orçamento.

Este texto responde ativo por ativo — câmara, expositor, evaporador, compressor monofásico, compressor trifásico, chiller e splitão — usando as fichas técnicas do Seed, do Bee e do Tree. No fim, um roteiro para fechar a quantidade por loja ou por planta sem chutar.

Os três dispositivos e a lógica de escolha

A planilha do projeto tem 74 ativos: uma câmara de congelados, duas de resfriados, oito ilhas, quatorze expositores, dois racks de compressores, o splitão do salão e a doca climatizada. A pergunta do comprador é sempre a mesma — quantos Seed, quantos Bee, quantos Tree.

A conta não sai de uma média por loja. Sai de três perguntas feitas ativo por ativo.

  1. Esse ativo tem motor elétrico que eu preciso enxergar? Se não tem — é uma sala, uma geladeira, um ambiente que só precisa provar temperatura —, o Seed resolve.
  2. O motor é monofásico ou trifásico? Monofásico com motor acoplado e evaporadores é território do Bee. Trifásico — compressor, unidade condensadora, chiller, splitão — é território do Tree.
  3. Eu preciso saber qual é a temperatura ou preciso saber por que ela saiu do lugar? Essa terceira pergunta separa sensor de controlador, e é a que quase ninguém faz na hora do orçamento.

A temperatura é o último indicador a se mexer. Quando o termômetro da câmara sobe 3 °C, a causa já está instalada há horas: evaporador bloqueando de gelo, pressão de sucção caindo, corrente do compressor subindo, condensador sujo empurrando a descarga para cima.

Um sensor de temperatura diz que deu errado. Um controlador com corrente, tensão e pressão diz o que deu errado — e diz antes de a temperatura contar a história.

Abra sua lista de ativos e crie três colunas: motor (não / mono / tri), o que o ativo precisa provar (temperatura ou causa) e criticidade financeira da parada. Com essas três colunas preenchidas, o dimensionamento deixa de ser opinião.

O que cada um mede: a tabela que decide o projeto

As fichas dos três dispositivos, lado a lado. É daqui que sai a decisão do projeto — o resto do texto só aplica esta tabela a cada tipo de ativo.

Ficha técnicaSeedBeeTree
TipoSensor de temperatura plug and playControlador monofásicoControlador para equipamentos trifásicos
Sensores de temperatura143
Sensores de pressão2
Sensores de corrente13
Sensores de tensão13
Consumo kW/hsimsim
Subresfriamento e superaquecimentosim
Relês (saídas de comando)24
Entradas digitais41
Bateria2 anos
Faixa de operação publicada−30 °C a 60 °C
Wi-Fi nativo, sem supervisório nem cabeamentosimsimsim
Aplicação típicaSalas, geladeiras e demais equipamentos refrigeradosEquipamentos monofásicos com motor acoplado e evaporadoresCompressores, evaporadores, unidades condensadoras, chillers e splitão

Repare em duas linhas. A primeira é a de pressão. Só o Tree mede pressão, e é a pressão que abre a leitura de superaquecimento e subresfriamento — os dois números que dizem se a carga de fluido está certa, se a válvula de expansão está alimentando o evaporador direito e se existe risco de retorno de líquido ao compressor. Sem sucção e descarga, esse diagnóstico simplesmente não existe.

A segunda é a de temperatura: o Bee tem quatro sensores e o Tree tem três. Não é erro de catálogo. O Bee foi feito para o evaporador, onde você quer ar de entrada, ar de saída, superfície da serpentina e ambiente ao mesmo tempo. O Tree gasta parte da capacidade em pressão, corrente e tensão porque o alvo dele é a máquina, não o ambiente.

A faixa de −30 °C a 60 °C é a especificação publicada do Seed. Se o ativo trabalha abaixo disso — um túnel de congelamento a −35 °C, por exemplo —, esse número já elimina o Seed daquela posição. Para as posições que ficam no Bee ou no Tree, confirme a faixa do sensor com o time técnico antes de fechar o projeto.

Marque na sua lista quais ativos exigem leitura de pressão. Esses já estão decididos: são Tree.

Guia de escolha por ativo: da vitrine ao rack trifásico

A tabela anterior diz o que cada dispositivo mede. Esta diz onde cada um entra.

AtivoO que você precisa enxergarDispositivo
Câmara fria de resfriados (0 a 4 °C)Temperatura do ambiente, desvio e registro para auditoriaSeed
Câmara de congelados (−18 a −25 °C)Temperatura do ambiente e comportamento do degeloSeed (dentro da faixa de −30 °C)
Câmara com histórico de falhaTemperatura e a causa: corrente, degelo, estado do evaporadorSeed no ambiente + Bee ou Tree na máquina
Túnel de congelamentoCurva de ciclo e tempo de processo, muitas vezes abaixo de −30 °CBee ou Tree conforme o motor (fora da faixa do Seed)
Expositor, ilha, balcão e vitrineTemperatura por móvel e desvio por horárioSeed, um por móvel
Evaporador / forçadorAr de entrada e saída, superfície da serpentina, ventilador, degeloBee
Unidade condensadora monofásicaCorrente, tensão, consumo e temperaturaBee
Compressor trifásicoSucção e descarga, corrente por fase, superaquecimento e subresfriamentoTree, um por compressor
Rack de compressoresPressões comuns + corrente individual de cada compressorTree por compressor, não por rack
ChillerTemperaturas de entrada e saída, pressões e correntesTree
Splitão e climatização de salãoSetpoint, horário, corrente e consumoTree
Doca climatizadaTemperatura no ambiente e portaSeed (+ Bee ou Tree na máquina)
Sala de manipulação, panificação, farmáciaTemperatura e registro contínuoSeed

Três casos merecem atenção, porque é neles que o dimensionamento costuma errar.

Expositores, ilhas e balcões. A conta é por móvel, não por corredor. Cada móvel tem seu ciclo de degelo, sua carga de produto e seu horário de reposição — por isso o mesmo móvel perde produto sempre no mesmo horário. Um Seed por móvel entrega temperatura e desvio com registro individual, que é o que a auditoria pede e o que a operação precisa para achar o móvel-problema.

Rack de compressores. O erro clássico é orçar um dispositivo por rack.

Num rack, a sucção e a descarga são comuns; a corrente é individual. Medir só a pressão da linha comum esconde qual dos quatro compressores está trabalhando errado — e é o compressor, não o rack, que queima.

Câmara com histórico de falha. Se ela já queimou compressor, já bloqueou evaporador de gelo ou já subiu temperatura sem explicação, não é posição de Seed sozinho. É Seed no ambiente mais Bee ou Tree na máquina: um prova a temperatura para a auditoria, o outro explica por que ela se moveu.

Passe sua lista inteira por esta tabela e marque as posições duplas — ambiente mais máquina. São elas que definem se o projeto vai gerar diagnóstico ou só histórico.

Relês e entradas digitais: quando o dispositivo deixa de só olhar

Medir é metade do trabalho. A outra metade é conseguir fazer alguma coisa às 2h40 de um domingo sem mandar ninguém para a loja.

É para isso que servem os relês: o Bee tem 2, o Tree tem 4. Cada relê é uma saída de comando — ligar e desligar o ativo remotamente, forçar ou inibir um degelo, padronizar horário e setpoint do splitão, cortar carga em horário de ponta.

Isso muda a natureza do alarme. Sem relê, temperatura elevada às 2h40 vira ligação e deslocamento. Com relê, boa parte dos casos se resolve remotamente: um degelo forçado que desbloqueia a serpentina, um equipamento que a operação desligou e volta a ligar, um setpoint que alguém mexeu e volta ao padrão.

As entradas digitais fazem o caminho contrário — o Bee tem 4 e o Tree tem 1. Entrada digital lê contato seco: fim de curso de porta, estado de contator, pressostato de segurança. É assim que porta aberta e equipamento desligado pela operação deixam de ser descoberta do dia seguinte e viram alarme na hora em que acontecem.

Conte, ativo por ativo, quantos comandos remotos você quer ter. Cada comando ocupa um relê, e essa conta entra no dimensionamento junto com a de sensores.

A escolha é do ativo, não do orçamento

O caminho barato existe e é sempre o mesmo: Seed em tudo. Sai da reunião com o menor número na planilha e com a sensação de que a operação ficou coberta.

Seis meses depois, a operação tem histórico de temperatura completo e nenhuma explicação. A câmara subiu, alguém foi lá, achou o evaporador bloqueado de gelo, descongelou e foi embora. Três semanas depois, de novo. O gráfico registrou as três subidas com precisão e não ajudou em nenhuma delas.

Sensor de temperatura em ativo crítico gera prova para a auditoria e nenhum diagnóstico para a manutenção. Se o ativo pode parar a operação ou queimar um compressor, ele pede corrente, tensão e — sendo trifásico — pressão.

O inverso também custa caro. Tree em vitrine de padaria é dinheiro parado: a vitrine não tem compressor trifásico, não precisa de duas pressões nem de três correntes, e o que ela pede — temperatura confiável com registro — o Seed entrega.

Decida ativo por ativo e some depois. Quem soma primeiro e distribui o orçamento por rateio termina com o dispositivo errado nos dois extremos da lista.

Como dimensionar a quantidade por loja ou por planta

Com a lógica clara, o dimensionamento vira roteiro. Percorra na ordem.

  • Levante a lista de ativos por loja ou por planta com marca, modelo, ano e tensão de alimentação — mono ou trifásico decide metade do projeto.
  • Separe os ativos que só precisam provar temperatura dos que precisam explicar a falha. Essa divisão é a fronteira entre Seed e controlador.
  • Conte um Seed por ambiente ou móvel que precise de registro próprio: cada câmara, cada ilha, cada expositor, cada sala. Ambiente com dois pontos térmicos distintos — perto da porta e no fundo — pede dois.
  • Conte um Bee por evaporador e por equipamento monofásico com motor acoplado que você queira diagnosticar, não apenas observar.
  • Conte um Tree por compressor trifásico, unidade condensadora, chiller e splitão. Por máquina, nunca por sala de máquinas.
  • Confira a faixa de temperatura exigida em cada posição contra a faixa do dispositivo: o Seed cobre de −30 °C a 60 °C, e túnel de congelamento costuma ficar abaixo disso.
  • Marque os pontos onde você quer comandar e não só medir — cada comando remoto consome um relê dos 2 do Bee ou dos 4 do Tree.
  • Mapeie os contatos secos disponíveis em cada ativo: porta, contator, pressostato de segurança. São as entradas digitais do projeto.
  • Priorize por criticidade financeira antes de o orçamento fechar. O ativo cuja parada tira produto da venda entra na primeira onda; o resto entra na segunda.
  • Teste o sinal de Wi-Fi nos pontos mais fechados — dentro da câmara, no fundo da sala de máquinas, na doca — antes do dia da instalação.
  • Valide a posição de cada sensor com o time técnico: onde o sensor fica muda o que o dado vale, e isso está detalhado em sensores em refrigeração.
  • Feche o número por loja e só então multiplique pela rede. Lojas de layouts diferentes não têm o mesmo dimensionamento.

Com essa lista preenchida, o orçamento deixa de ser estimativa e vira projeto — e a conversa com o fornecedor começa no ativo, não no preço unitário.

Wi-Fi nativo: o que muda na instalação

O que costuma matar projeto de monitoramento não é o dispositivo. É a obra.

Instrumentar uma sala de máquinas do jeito clássico significa lançar cabo blindado até cada ativo, passar eletroduto, achar caminho de bandeja, parar equipamento para amarrar ponto e, quase sempre, comprar um supervisório para concentrar tudo. O orçamento de instalação passa o do hardware e o projeto morre na aprovação.

Seed, Bee e Tree têm Wi-Fi nativo e dispensam supervisório e cabeamento. O que sobra da instalação é o essencial.

  1. Definir a posição de cada sensor no ativo — ar de entrada e saída do evaporador, ambiente, tomadas de pressão no caso do Tree.
  2. Fixar o dispositivo e conectar as entradas: sensores de temperatura, corrente, tensão e os contatos secos que virarão alarme.
  3. Conectar o dispositivo à rede Wi-Fi do local.
  4. Parametrizar o ativo junto ao time de análise de dados, que estrutura o monitoramento durante a implantação.
Num projeto cabeado, cada ativo novo puxa infraestrutura atrás de si. Sem cabeamento, cada ativo novo é só mais um ponto na mesma rede.

Isso muda o sequenciamento. Como cada ativo é independente, dá para instrumentar primeiro os críticos e ampliar depois, sem refazer infraestrutura nem revisitar o que já foi montado. É o mesmo raciocínio de quem precisa monitorar uma operação que não tem supervisório nem cabeamento.

Antes da instalação, faça o teste de sinal nos pontos mais fechados da operação. Painel metálico, painel isotérmico e portas de câmara atenuam sinal — melhor descobrir isso no levantamento do que no dia da montagem.

Já tem CAREL, Danfoss, Emerson ou Full Gauge?

Nem todo projeto começa em dispositivo.

Se a loja já tem supervisório instalado e funcionando, a Bit Energy integra com as principais marcas do mercado — CAREL, Emerson, Danfoss, Full Gauge, entre outras — e tem API aberta para ERPs e softwares de ordem de serviço e manutenção.

Na prática, o projeto vira misto. Os ativos que já entregam dado pelo supervisório entram por integração; os que ficaram de fora — a doca, o splitão do salão, a câmara antiga do fundo, as bombas, o gerador — entram com Seed, Bee ou Tree. Não existe motivo para instrumentar duas vezes o mesmo ponto.

Vale uma pergunta ativo por ativo: o supervisório atual entrega corrente, tensão e pressão daquela máquina, ou só temperatura e alarme? Se entrega só temperatura, o diagnóstico continua faltando mesmo com supervisório instalado — e a lacuna se fecha com Bee ou Tree na máquina. A comparação completa está em já tenho CAREL, Danfoss, Emerson ou Full Gauge: integro ou substituo.

Antes de orçar qualquer hardware, liste o que o supervisório já entrega por ativo e por grandeza. O que sobrar nessa lista é o tamanho real do seu projeto de dispositivos.

Perguntas frequentes

Pode, e você vai ter registro de temperatura de tudo. O que não vai ter é diagnóstico. O Seed mede 1 temperatura; ele prova que a câmara subiu, não explica por quê. Em ativo crítico — rack de compressores, câmara que já falhou, chiller, splitão — a explicação vem de corrente, tensão e pressão, que são grandezas do Bee e do Tree.

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